terça-feira, 15 de abril de 2008

Religião

Irã é o nome atual da antiga Pérsia, que foi cenário de muitas histórias bíblicas. Entre elas encontram-se a história de Daniel na cova dos leões e a luta de Ester e Mordecai para salvar o povo judeu. O Irã é uma grande nação estrategicamente localizada no Oriente Médio. Seu território é formado por platôs desérticos cercados de montanhas.

Cerca de 67 milhões de pessoas vivem no país, distribuídas em mais de 60 grupos étnicos. A grande maioria da população é persa, mas há vários outros grupos étnicos com mais de um milhão de pessoas, como os lures, os curdos e os azeris. Há um equilíbrio entre a população urbana e a rural. Pouco menos de metade dos iranianos tem idade inferior a 15 anos e aproximadamente 75% dos adultos são alfabetizados. A taxa de crescimento demográfico é alta, o que leva à estimativa de que o número de iranianos dobrará por volta de 2025.

A história do Irã inicia-se em tempos bastante remotos. No século VI a.C, Ciro, o Grande, unificou os exércitos dos Me do s e do s Persas para formar o Império Persa, um dos maiores impérios que o mun do conheceu. O rei Dario continuou a expansão do império e alcançou a cordilheira do Hindu Kush, na atual fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão. Mais tarde, Alexandre, o Grande, sobrepujou o Império Persa e o anexou a seu próprio império, mas ao morrer seu domínio foi dividido entre os quatro generais de seu exército. O império alexandrino foi sucedido pelo império sassânida, que restaurou a cultura iraniana e governou até 640 d.C, quando foi derrotado pelos árabes. Durante as dissidências e divisões ocorridas nos anos posteriores a Maomé, o Irã tornou-se intimamente associado ao islamismo xiita.

Em 1200 d.C., uma esmagadora invasão dos exércitos mongóis devastou o país. O Irã mal havia se recuperado deste golpe quando os exércitos de Tamerlan avançaram sobre o território persa e conquistaram cidades como Shiraz e Esfahan, ainda que mais lentamente que a primeira invasão mongol. A dinastia Safávida chegou ao poder em 1501, após a desintegração do Império de Tamerlan, e governou até 1722, quando foi derrubada por uma efêmera invasão afegã. Em 1796, a dinastia Kajar chegou ao poder e governou até o início do século XX.

Na história mais recente, o xá Reza Pahlevi assumiu o poder em 1962 e iniciou uma série de reformas visando à modernização do país. Suas mudanças levaram as alas conservadoras a tomar-lhe o poder. O aiatolá Khomeini assumiu o governo em 1979 e implantou a teocracia como forma de governo. Após a morte de Khomeini, em 1989, o novo governo procurou manter-se teocrático ao mesmo tempo que procurava uma postura mais moderada.

A economia iraniana é baseada principalmente no petróleo. Embora o Irã tenha se desenvolvido de forma significativa, grande parte do progresso foi perdido nas décadas seguintes à revolução de 1979. Guerras com o Iraque enfraqueceram ainda mais a economia. Atualmente, a renda per capita iraniana é de aproximadamente US$ 1.000 por ano. A paz e a crescente abertura ao exterior têm resultado em alguns avanços e melhorias econômicas, mas o rápido crescimento populacional afeta negativamente o padrão de vida.

O Irã é uma república islâmica teocrática. Em anos recentes, seu governo tem adotado uma postura mais moderada e menos oposicionista ao ocidente. No entanto, apesar dessa abertura, o país continua fechado e mantém uma força policial secreta para exterminar qualquer oposição sem qualquer preocupação com os direitos humanos. O governo iraniano encontra-se bastante empenhado em se tornar uma influência sobre a Ásia Central e, por isso, encara a Turquia como rival.

A religião oficial do país é o islamismo xiita. Os muçulmanos abrangem 99% da população iraniana. Existem pequenas minorias de bahaístas, judeus e cristãos.

Curiosidade:

A Igreja
Há 300 mil cristãos no Irã, o que corresponde a menos de 0,5% da população do país. A maioria é armênia ortodoxa, mas há também alguns milhares de protestantes e católicos romanos. Quase todos vieram de famílias cristãs. Convertidos oriundos de famílias muçulmanas somam menos que 10 mil.

terça-feira, 1 de abril de 2008

irã

O país caracteriza-se pela diversidade étnica e cultural. Metade da população descende de tribos arianas ou indo-européias, cuja origem se perde na pré-história, e fala o fácil (persa). Os curdos, que representam apenas cinco por cento dos habitantes, vivem nas montanhas ocidentais, conservam seu próprio idioma e têm resistido durante séculos a todas as tentativas de assimilação.

Nas montanhas ocidentais também se encontram os luris e os bakhtaris, que falam o luri, dialeto persa, e em conjunto formam dez por cento da população do Irã. Talvez a proporção étnica dos turcos seja pequena, mas uma quarta parte da população fala o turco, em conseqüência da prolongada dominação otomana no norte da Pérsia.

A população do Irã é extremamente jovem. A densidade demográfica, muito baixa em média, é alta no Azerbaijão, na região do Cáspio, na capital, nos vales férteis das montanhas e nos oásis. Muitas zonas do país são totalmente desabitadas.

As cidades mais importantes, além da capital, Teerã, são Isfahan, Mashad, Shiraz e Ahvaz. Uma porcentagem relativamente importante da população é nômade.

A população do Irã está em torno de 61.900.000, com uma densidade de 38 pessoas por quilômetro quadrado. A nação consiste nos seguintes grupos nacionais e étnicos: Turcos, Curdos, Baluchis, Lurs, Turkemenos, Árabes, Armenos, Assirianos e nômades.

38,7 milhões de pessoas vivem na área urbana e 23,2 milhões vivem a área rural.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Guerra Irã - Iraque



A Guerra Irã-Iraque foi o conflito entre o Irã e o Iraque com fins de ganhos territorial e político no Oriente Médio, durando cerca de 10 anos, entre 1980 e 1990. Tudo começou em 1980 quando Saddam Hussein, líder iraquiano, revogou um tratado firmado em 1975, no qual cedia cerca de 518 quilômetros quadrados de sua área ao Irã e em troca o país cessaria a assistência militar à minoria curda no Iraque, que lutava pela independência.
Husseim queria reconquistar seu território cedido ao Irã por meio do acordo, então invadiu três ilhas iranianas no estreito de Ormuz e em 22 de Setembro de 1980, invadiu a zona ocidental do Irã. Os interesses iraquianos eram claros: desestabilizar o governo islâmico iraniano de Teerã e anexar importantes territórios ricos em petróleo. No início do conflito, o Iraque não conseguia vencer as tropas iranianas e a ofensiva iraquiana encontrou forte resistência. Todas as vezes que o Iraque conquistava um território, o Irã recapturava-o. Somente Khorramshahr ficou inteiramente em poder do Iraque. Vendo que era forte a resistência iraniana, o Iraque propôs um cessar-fogo, que não foi aceito pelo Irã. Nesse sentido, a sorte do Iraque foi o fato do país ter o apoio de todas as potências, como EUA e URSS. Isso foi muito importante para assegurar ao país, uma condição mínima de resistância à vontade de guerra iraniana. Porém esse apoio foi abalado quando em meados da década de 80, o país foi acusado de ter utilizado armas químicas contra as tropas iranianas. Em 1988, o Conselho de Segurança da ONU exigiu um cessar-fogo. O Iraque, que desde antes já havia proposto, aceitou logicamente, porém o Irã contuinuava a retalização à ofensiva iraquiana. O principal fator que levou o Irã, depois de exaustivas negociações, a aceitar o cessar-fogo foi o fato de sua economia estar totalmente abalada. O acordo de paz se deu no dia 15 de agosto de 1988. Em 1990, o Iraque aceitou o acordo de Argel de 1975, que estabelecia as mesmas fronteiras com o Irã que já havia antes da guerra. O resultado da Guerra Irã-Iraque foi zero, pois não houveram vencedores, ambos os países perderam. Ambas economias foram completamente desestruturadas, os domínios territoriais e políticos continuaram iguais, além da morte de cerca de 1,5 milhão de vidas no conflito. Em Setembro de 1990, enquanto o Iraque se preocupava com a Guerra do Golfo, ambos os países restabeleceram relações diplomáticas.